Que bom que você veio!!


Que bom que você veio!!
Quero escrever textos que nos ajudem a entender um pouco mais daquilo que Deus tem para nós, para falarmos uma mesma linguagem. Não tenho o objetivo de ser profundo, nem teológico, nem filosófico, nada disso. Quero dizer coisas simples que pululam em minha mente, sempre atento para não contradizer em nada a minha fé, ou o que creio ser a vontade de Deus.
No mês de Agosto/12 há um texto que explica o significado e o porquê do nome Xibolete.

27 de jul. de 2012

A “Nova Lei de Gerson”.


Durante muitos anos temos ouvido falar da tal “Lei de Gerson” que, segundo a Wikipédia, “é um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais”.

Esta “lei” surgiu a partir de um comercial feito por Gerson, o “Canhotinha de Ouro”, um grande jogador de futebol que defendeu a Seleção Brasileira que, mais tarde, se diz arrependido por ter associado seu nome a toda malandragem, ou jeitinho brasileiro, por causa deste comercial veiculado em 1976.

Hoje, 18/07/2012, estava ouvindo um programa no rádio do carro, e ouvi o Gerson, que participa do programa, dizendo que estava completando 48 anos de casado.

Só isso já bastaria, para mim, para derrubar toda a ideia de que ele pensava daquela maneira que o comercial criou. Gente, ninguém que realmente goste de levar vantagem em tudo consegue viver um relacionamento desse tamanho. Principalmente um relacionamento conjugal. Se ele não falasse mais nada já era o suficiente. Mas com a voz embargada continua dizendo que se não fosse pela esposa ele não seria o que é, e que isso só é possível com muita lealdade, sinceridade, honestidade, parceria; com o abrir mão de algumas coisas, e o esforço para começar a gostar de outras.

Eis ai a “Nova Lei de Gerson”. Estas palavras deveriam ser gravadas e colocadas no rádio, na televisão, nos outdoors, onde quer que todos pudessem ouvir e ver, para que todos aqueles que se deixaram influenciar pela antiga “”Lei de Gerson” percebessem que aquilo foi um equívoco, e assumissem a “Nova Lei de Gerson”.

Junto com ele eu chorei também. Como é bom e agradável ouvir uma coisa assim. Principalmente de pessoas com voz na nossa mídia. Pessoas que são ouvidas e que podem influenciar outras. Quem, que goste de levar vantagem em tudo, pode fazer um discurso tão honesto assim publicamente?

Talvez a Nova Lei de Gerson pudesse ser definida como “um princípio em que determinada pessoa age de forma leal, honesta, sincera em tudo que faz, em parceria com seu cônjuge, no sentido positivo de se aproveitar de todas as situações em benefício da melhoria do seu relacionamento conjugal e para a felicidade do seu cônjuge, sem se envolver em questões antiéticas ou imorais que impeçam a manutenção do seu casamento até que a morte o termine”. Creio que é o mesmo principio deixado pelo apóstolo Paulo quando diz que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).

Eu nunca acreditei que Gerson tivesse um caráter que representava a Lei de Gerson, agora passo a admirá-lo mais ainda. Foi um “cracasso” nos campos (só poderia ter jogado no Fogão), é um grande comentarista e, agora sei, é um “cracasso” no campo familiar.

Valeu Gerson! Foi mais um daqueles lançamentos fantásticos, agora, no campo do amor. Mesmo não sabendo jogar bola, vou matar no peito, vou marcar um golaço e vou correr para o abraço.

20 de jul. de 2012

Melhor “melhor amigo”.


Há alguns anos atrás presenciei um momento bem interessante entre dois amigos. Em uma festa de casamento João Vitor e Elias estavam sentados em um canto, e percebi que eles estavam com um aspecto de tristeza que me deixou intrigado. Por que duas crianças estariam tão tristes em uma festa?

Mais tarde descobri que o cachorrinho do João Vitor tinha morrido e o Elias estava ali para prestar-lhe consolo. Fiquei admirado com aquele gesto de amizade entre duas crianças. A compreensão da dor do outro colocou uma grande farra em uma festa em segundo plano.

Talvez esta seja uma das maiores expressões da verdadeira amizade: a dor do outro é também a minha. Isto tem sido uma raridade entre nós. A cada dia que se passa vemos que cada um pensa mais e mais apenas nas suas dores, e isto é suficiente para não querer viver as dores do outro. Temos sido muito egoístas. Sabemos muito bem onde está o nosso umbigo, mas o dos outros, que me importa onde ele está?

A Bíblia também fala de amigos, mas não quero me preocupar com os “amigos” de Jó. Quem precisa de amigos como aqueles? Não quero os amigos do livro de Provérbios que quase sempre são apenas interesseiros. Quero pensar no amigo Cristo, que nos dá uma lição de verdadeira amizade: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15:13). Isto, sim, é verdadeiro amigo.

Você tem algum amigo que daria a vida por você? Você daria a sua vida por um grande amigo? Seja honesto. Eu não sei se faria isso. Provavelmente fizesse pela minha mãe, meu pai, minha esposa, minhas filhas e, agora, por minha netinha, mas qualquer outra pessoa além dessas seria um caso a pensar, e bastante.

Às vezes fico envergonhado por pensar que não tenho sido um bom amigo para Jesus, pois logo depois ele diz: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15:14). Perto do que ele fez por mim, eu não tenho feito nada por ele. Tenho me esforçado para ser melhor. Tenho procurado entender cada vez mais a sua vontade; tenho tentado pensar como ele e olhar para o outro como ele. Desejo muito ser o mais parecido possível com ele. Quero ser um dos seus melhores amigos.

Logo depois ele diz: “chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer” (Jo 15:15). Uma prova de grande amizade é não esconder informações preciosas, e em momento algum, Jesus deixou de falar aos seus discípulos sobre tudo o que o Pai queria. Por esse motivo, hoje, nós temos conhecimento de tudo o que Deus quer de nós.

Entre os pedidos de Jesus para nós, está o de propagar sua mensagem. Como melhor amigo, nos contou tudo sobre o Pai, e nós como seus amigos temos o dever de fazer a sua vontade: contar tudo sobre Deus.

No Dia do Amigo, vale lembrar do nosso grande amigo Jesus. Um amigo que vai ao extremo para nos livrar de um grave problema dando a própria vida. Um amigo que deseja que apenas realizemos aquilo que pede, que não é difícil nem impossível de se fazer. Um amigo que não tem segredinhos, mas conta tudo de importante aos amigos.

Eu tenho uma “melhor amiga”, a Isabella. Aqui em casa somos todos chamados de “melhores amigos” dela, e ela é nossa “melhor amiga”. Apesar de outros grandes amigos, que também posso chamar de “melhores amigos”, eu tenho um melhor “melhor amigo”, que é Jesus Cristo.

Quem é o seu melhor amigo? Você tem muitos amigos?

Mesmo que você tenha muitos “melhores amigos”, meu desejo é que Cristo seja o seu melhor “melhor amigo”.

Feliz Dia do Amigo.

13 de jul. de 2012

Será que no céu vai ter rock?


Hoje, 13/07, é o Dia do Rock. Penso que o ano deveria ser maior para que não houvesse superposição de datas. Em alguns dias são várias coisas que devem ser comemoradas. Acho que isso complica um pouco. Se eu gostar de duas ou mais coisas que possuam o mesmo dia para comemorar o que fazer? Preciso pensar bem e comemorar com equilíbrio para não deixar uma com ciúmes da outra.

Mas, hoje é o Dia do Rock. Nem procurei saber o que mais tem nesse dia para comemorar. Ouvi alguns rocks hoje, em comemoração. Por mais que ele seja demonizado por alguns, o rock é um estilo de música que eu gosto. Alias, é o que eu mais gosto. Gosto do som pesado das guitarras. Lógico, ouço rock com letras cristãs que tenham uma boa letra. Tenho bom gosto.

Já quase apanhei em uma igreja porque numa mensagem eu disse que quando chegasse ao céu, procuraria um cantinho onde rolasse um rock e iria para lá. Uma irmãzinha me segurou na porta e chamou a minha atenção. Afirmou categoricamente que no céu não haveria rock. Confesso que fiquei triste. Não por ter levado um puxão de orelhas, mas por pensar que no céu não haveria rock.

Até hoje não sei dizer com certeza se haverá ou não, mas não deixei de gostar do rock. Como me faz bem ouvir Oficina G3, Fruto Sagrado, Metal Nobre, minhas preferidas, e outras bandas que tocam um bom rock cristão. Será que não haverá rock? E pagode? Música clássica? Samba? Funk? Qual será o estilo de música que toca no céu. Qual ritmo rola no louvor dos anjos?

Creio que esta é uma pergunta que só teremos resposta quando lá chegarmos. Mas penso que Deus criou o rock. Não vejo o Diabo como criador de nada. Ele tão somente corrompe, desvirtua, altera o modo normal de uma coisa, torna algo contrário às leis da natureza e da vida moral, muda o bem em mal. Ele é um enganador que altera as coisas criadas por Deus para enganar as pessoas, fazendo-as crerem que estão no caminho certo. Ele tem feito isso até mesmo com igrejas. Foi disso que Paulo o acusou quando chamou a atenção de Elimas, o mágico: “Ó filho do Diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perverter os caminhos retos do Senhor?” (At 13:10).

Houve uma era na igreja cristã, não muito distante, em que as guitarras, as baterias, eram coisas do Demo. Hoje ainda temos alguns resquícios disso. Mas, no geral, são mais presentes nos cultos. Em algumas igrejas são controladas pelos pastores ou ministros de música que regulam seu funcionamento, sua altura, etc. O próprio rock já é um pouco mais aceito em alguns cultos. Principalmente nos cultos direcionados aos jovens e adolescentes, e isso me agrada muito.

Seja qual for o estilo musical no céu, uma coisa é certa para mim: É para lá que eu vou. Tenho certeza absoluta. Creio que essa rapaziada que anda por ai, mandando ver com suas guitarras e baterias, produzindo um louvor delicioso no ritmo acelerado do rock’n roll, também irá para lá.

E ai eu pergunto: com toda essa galera por lá, não vai rolar um rock? Tudo bem Senhor. Só a tua companhia já me satisfará por completo.

E você? Qual estilo de música ouvirá? Quem estará com você?

7 de jul. de 2012

Duas frases.


Li uma entrevista do lutador Anderson Silva, numa revista, e duas frases dele me chamaram a atenção. Segundo ele, eram ensinamentos de Bruce Lee.

A primeira frase diz que o lutador deve “ser como a água, moldável ao corpo do oponente”. Esta frase pode ser importante para o nosso dia a dia. Para nós, cristãos, ela pode ser fundamental. Não diria que precisamos tomar a forma do nosso oponente, o Diabo, mas creio que o mesmo ensino pode ser utilizado quando o apóstolo Paulo nos avisa: “E não vos conformeis a este mundo” (Rm 12:2).

Muitos cristãos estão por ai, como a água, tomando a forma do mundo.

Houve um tempo, e isso não é nenhum ataque de saudosismo, em que era possível diferenciar, em um grupo, quem era ou não um cristão. Hoje já não vemos muita diferença. Nem mesmo os assembleianos, que tinham uma marca que os destacava muito em um ambiente, são mais assim. Em busca da modernidade, estamos nos adaptando ao mundanismo que tem invadido nossos templos, e temos vivido a era do “não tem nada de mais”. Ao invés de modernizar a forma de pregar o evangelho, estamos modernizando os princípios do evangelho. Temos, como a água, tomado a forma do mundo para ganhar o mundo, mas na realidade estamos sendo tomados pelo mundo. Temos fechado os olhos para o alerta de Paulo.

Fico imaginando se o apóstolo Paulo, vivendo em nossos dias da mesma forma como temos vivido, teria a cara de pau de dizer: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11:1).

Isto ao mesmo tempo me envergonha e me mostra o quanto temos que melhorar.

Pensando no principio de assumir a forma como a água, vejo que precisamos tomar a cada dia a forma de Cristo. Conhecê-lo profundamente para sermos cada vez mais parecido com ele. Vivenciarmos mais e mais a sua presença em nossa vida, e aprofundarmos a intimidade para assumirmos completamente a sua forma e, finalmente, voltarmos à imagem e semelhança dele; ter a sua mente; amar como Ele amou; perdoar como Ele perdoou; viver como Ele viveu e como gostaria que vivêssemos.

Vivendo essa intimidade com Cristo, o Espírito Santo teria liberdade total para agir em nossa vida e, então, estaríamos vivendo o que Paulo nos ensina, em sua carta aos efésios: ”Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo” (Ef 6:10,11). Esta armadura é a nossa arma de defesa, não de ataque. Creio que o que nos tem faltado é justamente nos apropriarmos deste meio de defesa. Estamos muito motivados a atacar, mas sem a proteção adequada, sem a defesa bem preparada, sofreremos bem mais. As dores serão muito grandes.

Somente o viver diário na presença de Deus, a busca constante de intimidade com Cristo e liberdade para a ação plena do Espírito Santo, conquistados através da leitura diária da Palavra, da constante oração, da comunhão com outros irmãos, do exercício da fé, nos revestirá da armadura própria para nos defender dos ataques do Diabo.

Aqui entra a segunda frase de Anderson Silva: “Vejo a arte marcial como uma arte de defesa e não de ataque”. A vida cristã levada a sério é muito mais uma defesa do que um meio de ataque. A prática correta do cristianismo nos dá ferramentas para nos fortalecer e nos proteger dos ataques diários.

O lutador que não sabe se defender, que só ataca, corre risco sério de perder sua luta vergonhosamente. O cristão que não se previne adquirindo sua defesa, sua armadura, corre sério risco de ser finalizado sem nenhuma chance de revanche.

30 de jun. de 2012

Sou Impotente!


Pronto. Falei. É isso mesmo que você acabou de ler. EU SOU IMPOTENTE!

É muito chato constatar isso, mas chega certo ponto que precisamos reconhecer os fatos. Isto torna mais fácil lidar com eles. Para um homem masculino, esta constatação não poderia ser pior. Você sabe de algum homem neste mundo de Deus, que alguma vez chegou numa rodinha de amigos e disse em alto e bom som: Eu sou impotente? Eu nunca vi, nem nunca ouvi dizer que isso tivesse acontecido. O normal é que, em sua prepotente masculinidade machônica, o homem eleve sua potência a uma potência potencialmente multiplicada. Mas eu já não posso mais fazer isso. É melhor aceitar.

Passei esta noite quase sem dormir. Minha esposa ao meu lado, extremamente resfriada, tossia sem parar. Aquela tosse que tem um som assustador, preocupante. Cheia de dor de cabeça, de verdade. Rolava de um lado para o outro sem conseguir pegar no sono, e o máximo que eu podia fazer era pegar um copo com água, um remédio, fazer um carinho, e nada mais. E como um pai, ou mãe, quando seu bebe fica doentinho, que sem saber o que fazer começa a pedir para que as dores do bebe passe para eles, eu estava pedindo a Deus para que tudo aquilo que ela estava sentindo, mais algumas outras coisas que ela descobrira numa série de exames, viesse tudo para mim. Ela não precisava daquilo tudo.

Eu comecei a imaginar que se eu fosse um cientista, especializado na área de saúde, eu iria investir todo o meu tempo em busca de uma forma de conseguir aquilo. Então, dois textos bíblicos que se completam clarearam minha mente com um painel de neon: “Que é o homem, para que tanto o estimes” (Jo 7:17); “são como um sono; de manhã são como a erva que cresce; de manhã cresce e floresce; à tarde corta-se e seca” (Sl 90: 5,6).

Toma seu cabeção. Quem é você para se achar desse jeito? O que, ou quem você pensa que é? Olhe-se no espelho, se é que ainda vai ter tempo para isso.

Tenho que conviver com minha impotência. Não posso fazer nada pela minha esposa além confiar em Deus e deixar tudo isso em suas mãos. Então outro texto me fortalece e me ensina que a minha impotência, ou aceitação dela, é tudo que Deus quer de mim. O apóstolo Paulo entendeu isso quando Deus lhe disse: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Co 12:9). Entendendo perfeitamente o aviso de Deus ele diz: “Porque quando estou fraco, então é que sou forte” (II Co 12:10).

Eu também entendi a lição. Aceitando a minha impotência, fico completamente dependente de Deus, e é ai que tudo acontece. É nesse momento que Ele assume o controle de tudo e, haja o que houver, a sua vontade será a melhor para nossas vidas. Não é fácil, eu sei. O nosso desejo de ver tudo resolvido logo é muito grande. Esperar não é uma coisa que gostamos de fazer, mas Deus nos dará a paciência necessária.

21 de jun. de 2012

Rio+20


Estamos vivendo mais um evento para debater sobre o cuidado com o nosso planetinha. Isso mesmo, mais um. Desde Rio92 outros incontáveis foram realizados pelo mundo todo. Muito dinheiro e tempo gasto para pouquíssimas soluções. A cada dia vemos mais e mais destruição motivada pela ganância, busca de poder e outras tantas razões nada saudáveis. Vejo muita promessa e pouca realização. Muita propaganda enganosa.

Pelo que tenho acompanhado no noticiário, não estão conseguindo chegar a um consenso.  O texto criado irá para os “todo-poderosos” sem representar um desejo comum e, gostaria de estar errado, vai continuar assim. Mesmo que houvesse unanimidade também não resolveria muito.

Enquanto houver veículos rodando, haverá petróleo sendo queimado, ou vazando pelos oceanos. Enquanto houver necessidade de papel, árvores serão derrubadas. E não me venham dizer que isto é feito com a preocupação do reflorestamento, pois não é bem assim. As sacolinhas plásticas continuam brotando nos supermercados. As garrafas de plástico continuam sendo jogadas nos rios e matas; a reciclagem delas é absurdamente pequena. Nossos computadores que se tornam obsoletos com enorme rapidez jogam matérias nocivas na natureza. Quantas pessoas você conhece que entrega suas máquinas velhas em algum lugar de reciclagem? Existe isso? Você faz isso? As pilhas e baterias estão indo para qual depósito especializado para recolhê-las? Conheço bem poucos pontos que recolhem; acho que dá para contar em uma das mãos. Para onde vão as suas?

Esta lista, com certeza, poderia ter muitos e muitos itens que nos daria uma visão da grande irresponsabilidade do homem de cuidar do mundo onde ele vive. É como se morássemos numa casa e ficássemos muito tempo sem realizar nenhuma reforma, nenhuma faxina, nada. Só aproveitássemos da casa, deixando que alguns vazamentos durassem para sempre; que o lixo acumulasse por todos os cantos. É mais ou menos isso que fazemos com o nosso ambiente. Não temos tido nenhum respeito por ele. Agora ele começa a nos cobrar, e caro, por todos esses anos de desrespeito. Aquecimento global; geleiras se derretendo; ar poluído; risco de faltar água; animais em extinção; mudanças bruscas de clima; enchentes a toda hora e em todos os lugares; frio e calor acima do normal... A nossa casa está nos avisando que alguma coisa está errada e ficamos fazendo grandes eventos que não trazem efeito algum.

Creio que o grande movimento que precisamos fazer é no coração do próprio homem. Sem isso não haverá encontro mundial que resolva esta situação. O princípio destas dores foi lá no Éden quando Deus criou o homem e o colocou no Jardim “para o lavrar e guardar” (Gn 2:15). Até então não havia acontecido o momento em que o homem optou por desobedecer a Deus. Com a queda tudo mudou, e o cuidado do homem com a terra também. Agora não era o lavrar e guardar orientado por Deus, mas, sim, o explorar ao máximo tudo que a terra poderia dar crendo que estes recursos nunca se tornariam escassos. Deu o que deu.

Creio verdadeiramente que a mudança do coração do homem, fruto do seu relacionamento íntimo com Deus, é suficiente para mudar a sua visão a respeito do cuidado com a natureza, mas este é um tema que as nossas igrejas deveriam proclamar com mais intensidade. O cuidado com a natureza é um desejo de Deus, e se a igreja é a responsável por transmitir os desejos de Deus para o mundo, a cúpula dessa conferencia deveria ser formada por líderes cristãos, HONESTOS, não de representantes de governos, mais preocupados com seus próprios umbigos do que com o mundo.

Mas, por que somos politicamente corretos como cristãos, é melhor não nos intrometermos, não é verdade? Infelizmente, ainda veremos outros eventos por ai, mundo afora. E continuaremos esperando por soluções dos nossos representantes. Soluções mágicas. Soluções trágicas.

Mas quem se importa? Até tudo isso acontecer nós não estaremos mais aqui...