Que bom que você veio!!


Que bom que você veio!!
Quero escrever textos que nos ajudem a entender um pouco mais daquilo que Deus tem para nós, para falarmos uma mesma linguagem. Não tenho o objetivo de ser profundo, nem teológico, nem filosófico, nada disso. Quero dizer coisas simples que pululam em minha mente, sempre atento para não contradizer em nada a minha fé, ou o que creio ser a vontade de Deus.
No mês de Agosto/12 há um texto que explica o significado e o porquê do nome Xibolete.

2 de jun. de 2016

Espelho, espelho meu!

Noventa por cento das vezes que me olho no espelho ou é para pentear o cabelo, ou é para barbear. Contemplar minha imagem no espelho tem se tornado um problema. Ainda que me ache cada vez mais bonito, ao mesmo tempo vejo que não tem mais jeito, aos poucos, a idade vem trazendo suas marcas. É complicado quando olhamos para o espelho e achamos que aquela pessoa que está ali não somos nós. Ainda bem que é verdadeiro quando Tiago diz que o homem se olha num espelho e, "depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência" (Tg 1:24).

O espelho normal não mente. Existem aqueles que distorcem a imagem, mas estou falando daquele que temos em casa, que as mulheres não sobrevivem sem eles. Eles refletem aquilo que somos realmente.

Fico pensando que Deus deve se sentir como eu, muitas vezes, quando olha seus espelhos, que somos nós, principalmente os que somos chamados cristãos. Deus já sabe que o não cristão é uma imagem sua distorcida pelo pecado, mas nós, que somos chamados cristãos, que deveríamos refletir a imagem dele e estamos muito distante disso, provavelmente o temos entristecido muito.

Na carta que o apostolo Paulo escreveu aos romanos ele pinta um quando tenebroso da humanidade que rejeita Deus (Rm 1:18-32), e inclui aqueles que não fazem as mesmas coisas mas são coniventes, apoiam, ou pelo menos não lutam contra. Mas, infelizmente, quando olhamos para os chamados cristãos que conhecemos, vemos algumas das matizes pintadas por Paulo tão nítidas que nos preocupamos. Quase não raro ouvimos alguém que diz: "Fulano é crente? Nem parece".

Na carta aos coríntios ele fala que "por todos os lados se ouve que há imoralidade entre vocês, imoralidade que não ocorre nem entre os pagãos" (1Co 5:1). Na mesma carta ele avisa que os cristãos não deviam se relacionar com os imorais, não os de fora, mas de dentro da própria igreja, que seriam pessoas avarentas, idólatras, caluniadores, alcoólatras ou ladrões, e que nem mesmo deveriam comer junto com esses tais (1Co 5:9-11). Essa é uma imagem ruim para aqueles que deveriam retratar a semelhança com Deus.

Esses quadros pintados com palavras por Paulo, que retratam igrejas do Novo Testamento, são pinturinhas de crianças perto de algumas que vivemos na modernidade. Sei que tudo isso era esperado por Jesus, pois ele disse que na sua volta iria separar o joio do trigo: "Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro joio e amarrem-no em feixes para serem queimados; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro" (Mt 13:30). Mais adiante, quando explica a parábola, ele avisa que "o joio são os filhos do Maligno, e o inimigo que o semeia é o Diabo" (Mt 13:38,39). Eles estarão juntos, dentro da igreja.

Seria bom atentar para o que revela o autor da carta aos hebreus: "Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus" (Hb 10:26,27).

A música "De Deus não se zomba" da banda Fruto Sagrado diz que "Nos tornamos hedonista, materialistas, cínicos, geradores de morte, fome, atraso e injustiça! Progenitores de fanatismos doentes e letais! Essa é a nossa humanidade! Essa é a nossa civilização! Parece não haver limites para a irracionalidade humana! E com certeza não há limites para a justiça de Deus". Esse é um retrato bem fiel do ser humano que já não parece ser tão humano, mas lembra que a justiça divina será feita.

Imagine Deus diante de você fazendo a pergunta: "Espelho, espelho meu. Quem, dizes tu, sou eu?". Que resposta ele teria? Teria ele uma imagem limpa, perfeita do seu reflexo, ou uma imagem retorcida, completamente corrompida por uma vida desleixada com os mandamentos divinos? Isso é muito sério.

Minha oração, e meu desejo, é que "O Deus da paz, que pelo sangue da aliança eterna trouxe de volta dentre os mortos o nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, os aperfeiçoe em todo o bem para fazerem a vontade dele, e opere em nós o que lhe é agradável, mediante Jesus Cristo, a quem seja a glória para rodo o sempre. Amém" (Hb 13:20,21).


2 de mai. de 2016

Familia é muito melhor do que sapatos

Você, como eu, provavelmente já usou um sapato novo que apertava o pé e até mesmo machucava o calcanhar. Não tem coisa tão ruim como isto. Eu me recordo de um sapato apertado que provocava uma ferida no meu calcanhar e sangrava todas as vezes que usava. Então, o suplicio era maior. A meia grudava naquele sangue e doía na hora de tirar. Era muito ruim. Tão incômodo quanto um sapato apertado, pode ser uma família.

O sapato você tem a chance de escolher aquele que mais lhe agrada. É de gosto particular. Você olha, gosta e até pode experimentar. Mas a nossa família não temos escolha. Simplesmente abrimos nossos olhos e lá estão nossos pais e todos os outros. Não dá para experimentar. Saber se vai encaixar certinho. Se vai apertar ou não. O sapato, mesmo você experimentando, ainda corre o risco de ele te machucar. A família você não escolhe e recebe com todos os riscos que podem vir daí.

O sapato que fica te machucando, você pode doar para alguém e nunca mais vê-lo. Se livra totalmente dele. Mas a família não, esta tem um vinculo permanente. Você só se livra da família com a morte. A sua morte. Porque, quando morre alguém da sua família, mesmo que você não queira, se lembrará até  morrer.

Não estou afirmando que a família é uma coisa ruim, não. A família é muito melhor do que os sapatos. A família é uma criação de Deus. A Bíblia revela que após criar o homem e a mulher, Deus os abençoou e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se. Encham e subjuguem a terra" (Gn 1:28). Mais adiante lemos que "Adão teve relações com Eva, sua mulher, ela engravidou e deu à luz Caim" (Gn 4:1), e assim começou o que chamamos de família. Então, começaram os conflitos familiares.

Na realidade não conheço família alguma que não tenha tido algum conflito. A família é composta de seres completamente diferentes desde o inicio. Um rapaz que tem toda influencia, negativa e positiva, da sua família, casa-se com uma jovem que vem de outra família com influencias diferentes, positivas e negativas também. Se não houver algum conflito, alguma coisa está errada. Esses dois geram pessoas, que também são diferentes, e em algum momento toda essa diferença vai gerar algum problema. Ninguém escapa disso. Mas, o mais importante não é saber que vai ter conflitos, e sim saber o que fazer com eles.

Na Bíblia encontramos vários ensinamentos para convivermos com ou sem desavenças. O livro de Provérbios está cheio deles. Paulo nos ensina como tudo pode ser resolvido. Para ele o amor é a resposta, a solução para que toda dificuldade seja resolvida, a base para que toda guerra seja um aprendizado.

Quando vai falar desse tema ele inicia dizendo que vai nos indicar "um caminho ainda mais excelente", e então, inicia o mais belo texto já escrito sobre o amor. Ele diz que ainda que você seja a pessoa mais incrível do mundo, mais sabia, mais bondosa, ainda que você seja uma pessoa merecedora de todos os prêmios Nobel do mundo, se não é o amor que te move, você é nada. Então, ele passa a descrever esse amor: "O amor nunca desiste. O amor se preocupa mais com os outros que consigo mesmo. O amor não quer o que não tem. O amor não é esnobe, não tem a mente soberba, não se impõe sobre os outros, não age na base do ‘eu primeiro’, não perde as estribeiras, não contabiliza os pecados dos outros, não festeja quando os outros rastejam, tem prazer no desabrochar da verdade, tolera qualquer coisa, confia sempre em Deus, sempre procura o melhor, nunca olha para trás, mas prossegue até o fim." (1Co 13).

Este é o caminho "mais excelente" para a boa convivência na família. Não é um dos caminhos, é "o" caminho. Se convivermos em família cultivando as características desse amor que Paulo descreve tão bem, os conflitos, que não deixarão de existir, serão grandes oportunidades para crescimento, aprendizado e fortalecimento do amor.

Família é muito melhor do que sapatos. Eu sei que você sabe disso. Então, ande descalço, se for preciso, mas invista pesado em sua família. Invista todo tempo, todo dinheiro e, principalmente, muita oração. Deus, o criador da família, irá te honrar. Quem sabe, ele até vai te dar os mais belos e confortáveis sapatos do mundo.

1 de abr. de 2016

Ônibus errado


Tenho um amigo que diz que "de graça, até ônibus errado". Mas eu paguei para andar num ônibus errado. Estava no terminal Alvorada na Barra da Tijuca e queria ir para o Meier. Perguntei e me mostraram onde era o ponto. Quando cheguei vi um plaquinha que dizia: 693 - Alvorada x Meier ( via Dias da Cruz). Era tudo que eu precisava. Queria ir justamente para a Rua Dias da Cruz. 

Haviam dois ônibus no ponto. O primeiro já estava saindo, eu corri e o motorista deu uma esperadinha, consegui entrar. Paguei minha passagem e calculei: ele vai pegar a Linha Amarela e rapidinho estarei lá.


O ônibus não pegou logo a Linha Amarela. Passou por um pedaço da Cidade de Deus, pegou a estrada do Gabinal, deu uma volta enorme dentro da Freguesia, e finalmente pegou a Linha Amarela. Agora sim, uns cinco minutos estarei no Meier.


Neste momento li no letreiro que tem dentro do ônibus, num painel luminoso acima do motorista: Via Norte Shopping. Quase chorei. O ônibus passaria ao lado da Dias da Cruz, mas pela Linha Amarela, onde não pode parar por ser uma via expressa, daria uma enorme volta. Ele saiu da Linha Amarela perto do Engenhão, deu uma volta foi parar na Abolição, depois Pilares, passou no Norte Shopping, só então foi para o Meier. E o pior não passaria na Rua Dias da Cruz. Eu teria que descer, atravessar a linha do trem e andar mais uns cinco minutos, e estava chovendo. Graça a Deus, não muito.


O ônibus que eu havia tomado era o 692, sai do mesmo ponto que o 693, da mesma empresa, mas faz um trajeto diferente.


Porque toda essa história? Não sei se você vai concordar comigo, mas isso me fez refletir sobre igrejas. Se discordar, tudo bem, só não diga que eu sou meio louco.


Muito bem. Todos sabemos que o Diabo se traveste de coisas inocentes e boas, aparentemente, para enganar. Jesus Cristo falando sobre o final dos tempos disse: "Se, então, alguém lhes disser: 'Vejam, aqui está o Cristo!' ou 'Ali está ele!', não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos" (Mt 24:23,24). Ele, o Diabo, anda por aí trabalhando incansavelmente, enquanto nós dormimos no ponto.


Muitos estão pegando ônibus errados por aí. O que eu peguei tinha o mesmo destino que o meu em sua placa, mas por um caminho bem diferente e, depois, vi que o seu final não era exatamente onde eu queria, ou acreditei que fosse. Tive que fazer uma caminhada debaixo de chuva para chegar ao meu destino. O Diabo se esmera em espalhar igrejas que tem em suas placas que seria o paraíso, ou a vida eterna com Deus, mas por caminhos estranhos. Por isso é preciso muita atenção, pois já fomos avisados: "Vejam que eu os avisei, antecipadamente" (Mt 24:25), disse Jesus.


O sábio alerta que "há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte" (Pv 14:12). Por isso precisamos examinar cuidadosamente cada ensinamento que nos são passados pelos nossos profetas modernos e verificar para que destinos estão nos direcionado. Há um certo liberalismo em algumas igrejas que não pode combinar com a Palavra de Deus, a Bíblia. Por isso é necessário que você se esmere nos estudos bíblicos em suas devocionais para não ser enganado.


Aquilo que é parecido não é igual. O ônibus que peguei era parecido com o que eu precisava, mas havia um detalhe bem pequeno, que por falta de melhor observação, e conhecimento adequado, me levou por outros caminhos, para um destino que não era exatamente o que queria. Se tivesse perguntado mais, me informado melhor, teria evitado uns engarrafamentos, e ganhado um tempo maior. Por isso é imprescindível um bom conhecimento da Palavra de Deus, para não ser enganado por falsos profetas que abarrotam estes tempos. 


Para um bando de saduceus, que se achavam espertos, Jesus Cristo disse: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus" (Mt 22:29). Este é o mesmo erro de muitos hoje que não se preocupam em conhecer a Palavra de Deus, e são facilmente enganados por palavras lijongeiras. Pregações que mais parecem palestras motivacionais, que falam de sucesso profissional, financeiro e pessoal, que acariciam, e não confrontam com as verdades bíblicas.


Não quero me delongar neste texto, mas insisto para que você confronte as coisas que ouve dos seus profetas prediletos, com o que diz a Palavra de Deus. Para isto é necessário conhece-la, o que é bem simples, pois hoje você tem acesso livre a Palavra de Deus, e a bons estudos sobre ela em livros e na internet.


Não se deixe enganar. Cuidado com o ônibus que você esta andando. Preste bem atenção para não perceber, só no final do trajeto, que você estava no ônibus errado.

3 de mar. de 2016

Expectativas

Acabei de me mudar. Vim morar num apartamento que comprei na planta. É como comprar um carro zero, com aquele cheirinho de novo. É bem gostoso. Mas, ao mesmo tempo, é meio decepcionante. No caso do carro zero, o fator decepção, é menor, ou praticamente zero. O carro está ali no salão de uma concessionária, pontinho para você olhar, sentar dentro dele, observar os detalhes, ver a cor, acessórios, espaço, e tudo que você deseja. Você está vendo exatamente o que vai comprar.

Na compra de um imóvel na planta você vê, no book que te oferecem, o que poderá ser o seu imóvel. Você tem apenas algumas fotos criadas num computador que lhe sugere como será o objeto da sua compra. Naquelas fotos tudo parece uma maravilha, de grandes proporções, e criam a imagem de que você está comprando o próprio paraíso. E você fica sonhando com dia que entrará por aquelas portas quase celestiais.

Depois de muito tempo, por que os atrasos nas datas prometidas são certos, depois de problemas para documentação, financiamentos, um caminhão de certidões, um caminhão com todas as suas tralhas, lá está você de chave na mão às portas do paraíso. Mas, aí você descobre que o paraíso ainda não chegou. Aquela piscina que parecia o próprio oceano, não passa de uma pequena banheira. O salão de festas é apenas uma salinha que nem sua família cabe. O seu lugar de morar é muito aquém daquele que você viu nas fotos do book, e você fica se perguntando se perdeu a noção de metragem, pois ele parece muito menor.

O site significados.com.br diz que: "expectativa é o estado ou qualidade de esperar algo ou alguma coisa que seja viável ou provável que aconteça". Diz ainda que vem "do latim exspectare" e indica "a condição de alguém que tem esperança em algo que foi baseado em promessas".

Pensando em expectativas não tenho como não pensar no céu. Eu creio em Deus, creio na Bíblia e em tudo que ela revela. Todo o processo da Bíblia me leva na direção de que um dia eu estarei no céu, que é a promessa conquistada por Cristo, quando morreu por mim (Jo 3:16). E aí entra a expectativa de como será o céu. Será o céu a mesma situação dos imoveis vendidos na planta? Será que corro o risco de me decepcionar?

O book da Cidade Santa, Apocalipse, revela algumas características dela: "O muro era todo feito de diamante e a cidade era de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos do muro da cidade estavam adornados com toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento era de cristal de jaspe; o segundo, de safira; o terceiro, de calcedônia; o quarto, de esmeralda; o quinto, de sardônica; o sexto, de sárdio; o sétimo, de crisólito; o oitavo, de berilo; o nono, de topázio; o décimo, de crisópraso; o décimo primeiro, de jacinto; o décimo segundo, de ametista. Os doze portais eram doze pérolas; cada um dos portais construído a partir de uma só pérola; e a rua principal da cidade era de ouro puro, reluzente como o vidro límpido" (Ap 21:18-21).

Na realidade espero por um lugar que não seja exatamente assim. Acredito que será um lugar mais aconchegante. Já escrevi em outro texto que o céu para mim é como se fosse um paraíso. A imagem descrita por João, em Apocalipse, foi a única que ele acreditou que poderia dar uma pequena ideia da grande beleza que viu. O desenho de João, para mim, é apenas uma imagem como a das crianças quando começam a querer desenhar. Um monte de rabiscos para todos os lados, que para elas, são imagens perfeitas daquilo que querem desenhar.

Seja como for o céu, com ruas de ouro ou não, ou um grande, lindíssimo e aconchegante paraíso ou não, eu tenho certeza que não me arrependerei da escolha que fiz. Sim porque há essa possibilidade. É uma escolha que podemos realizar enquanto estamos vivos, lógico. A Bíblia é muito clara sobre isso quando diz que há apenas duas únicas opções: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mt 7:13-14).

O caminho para o céu - porta estreita - é através do sacrifício de Jesus Cristo: "Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus", e "Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele" (Jo 3:18,36). Quem crê optou pelo céu.

A outra opção é o inferno - porta larga -, e sobre ele C. S. Lewis disse: "Não há nenhuma doutrina que eu removeria de mais bom grado do cristianismo do que isto, se eu tivesse o poder. Mas essa doutrina tem o pleno apoio das Escrituras, e sobretudo das próprias palavras do nosso Senhor." A promessa bíblica é de um lugar horrendo. Não tenho a menor vontade de confirmar se a realidade do inferno corresponde a expectativa criada pela descrição que a Bíblia me revela. Alias, nem quero ter expectativa alguma.

Quais são suas expectativas para a vida futura? Você já fez sua opção? Pense nisso.


12 de fev. de 2016

Só mais um cântico para crianças

Veja esta historia que saiu na revista Seleções de novembro/2007: “Enquanto eu juntava folhas com um ancinho ao longo da margem do rio que banha nossa casa, esbarrei numa tartaruga bastante grande. Ela parecia morta, mas pensei que podia estar hibernando e decidi deixá-la ali. Três dias depois, a tartaruga continuava imóvel. Então, peguei o ancinho e a virei de barriga para cima, delicadamente. Imaginem minha surpresa quando vi escrito Made in China em seu casco! Eu havia esperado três dias para um de meus enfeites de jardim começar a andar!” (J. Louise Demczyna, Canadá).

Nos meus tempos de criança, havia um cântico que falava para termos cuidado com o que nossos olhos veem, com o que nossas bocas falam, com o que nossas mãos pegam e onde nossos pés pisam. Infelizmente não vivemos muito atentos com estas coisas. O livro dos Provérbios nos diz que “quem é sábio procura aprender, mas os tolos estão satisfeitos com a sua própria ignorância” (Pv 15:14). Ainda o mesmo livro nos orienta para que sejamos sábios: “Filho, tenha sempre sabedoria e compreensão e nunca deixe que elas se afastem de você. Elas lhe darão vida, uma vida agradável e feliz” (Pv 3:21,22).

Como é agradável vermos pessoas que são sensatas e equilibradas. Pessoas que não agem para depois pensar se era a melhor coisa a ser feita ou não. Pessoas que não falam sem pensar no que estão falando, e ferem, machucam, destroem outros, sem fazer a menor reflexão antes.

Com a desculpa que o mundo hoje requer agilidade nas decisões, por causa da velocidade em que tudo acontece, atropelamos a educação, o respeito, a moralidade e perdemos a sensatez e o equilíbrio, então vamos passando como um rolo compressor por sobre tudo e todos.

O sábio Salomão nos alerta: “Não tenha pressa de ir ao tribunal para contar o que você viu. Se mais tarde outra testemunha provar que você está errado, o que é que você vai fazer?” (Pv 25:8). Sensatez e equilíbrio para discernir o que vê.
Sobre a boca Salomão avisa: “Quando o tolo fala, ele causa a sua desgraça, pois acaba caindo na armadilha das suas próprias palavras” (Pv 18:7). Sensatez, equilíbrio e sabedoria no que fala.

Quando Deus dá a Isaías uma visão sobre a nação rebelde ele diz: “Quando vocês levantarem as mãos para orar, eu não olharei para vocês. Ainda que orem muito, eu não os ouvirei, pois os crimes mancharam as mãos de vocês” (Is 1:15). Equilíbrio, sensatez e amor nas mãos que agem.

Salomão também nos avisa que “agir sem pensar não é bom; quem se apressa erra o caminho” (Pv 19:2). Sensatez, equilíbrio, sabedoria e paciência no caminhar.

O uso destas partes do corpo pode trazer sérias consequências, por isso Salomão reuniu tudo isso num texto que mostra qual o sentimento de Deus com relação a isso: “Existem sete coisas que o Senhor Deus detesta e que não pode tolerar: o olhar orgulhoso, a língua mentirosa, mãos que matam gente inocente, a mente que faz planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que diz mentiras e a pessoas que provoca briga entre amigos” (Pv 6:16 a 19).

Talvez seja a hora de resgatarmos o cântico dos meus tempos de criança, que os adultos achavam engraçadinho ver os pequenos cantando nas manhãs de domingo, na EBD (Escola Bíblica Dominical), e não levavam a sério, que dizia: “Cuidado olhinho o que vê; cuidado boquinha o que fala; cuidado mãozinha o que pega; cuidado pezinho onde pisa. O salvador do céu está olhando pra você”.

Pode ser "só" mais um cântico para crianças, mas, cuidado, com Deus não se brinca.


14 de jan. de 2016

Você será lembrado?

Samua, Safate, Jigeal, Palti, Gadiel, Gadi, Amiel, Setur, Nabi e Geuel. Não, estes não são nomes de uma lista de possíveis nomes para você escolher para o seu filho que vai nascer. Se você quiser pode colocar um desses nomes no seu filho, mas acho que ele não vai gostar. Todos estes nomes estão na Bíblia. Você sabe quem são? O que eles fizeram?


Se você não se lembrou, nem sabe quem são, não fique triste. Quando me perguntaram também não tive outra resposta que não fosse um “não”. Mas é verdade, eles estão na Bíblia em uma narrativa bem conhecida de todos. Nem sei mesmo se aparecem alguma outra vez além desta. Mas estão lá. Estes homens foram escolhidos para uma missão especifica no programa de Deus para seu povo e falharam feio. Zero para eles no quesito confiança no poder de Deus. Zero para eles no quesito motivação. Zero no quesito coragem. Zero no quesito visão. Na soma total eles são zero. Nota zero para eles.


Além de tudo ainda espalharam medo para o povo de Deus. Sua incapacidade de ver com os olhos da fé contaminou toda a nação, que se revolta contra Moisés. Todo o povo que já que vira maravilhosos milagres divinos, por causa desses medrosos falaram horrores desse mesmo Deus. Eles imprensam Moisés e Arão contra a parede e falam: "Seria melhor se tivéssemos morrido no Egito ou mesmo neste deserto! Por que será que o Senhor Deus nos trouxe para esta terra? Nós vamos ser mortos na guerra, e as nossas mulheres e os nossos filhos vão ser presos. Seria bem melhor voltarmos para o Egito!" (Nm 14:2-3).


Agora você já sabe de quem são os nomes acima? Isto mesmo, faziam parte do grupo com Josué e Calebe. Estes dois você conhece muito bem. Eles foram e viram as mesmas coisas que os outros. O registro bíblico diz que "Quando chegaram ao vale de Escol, cortaram um ramo do qual pendia um único cacho de uvas. Dois deles carregaram o cacho pendurado numa vara. Eles pegaram também romãs e figos" (Nm 13:23). Você pode imaginar isso? Que terra maravilhosa Deus tinha preparado para eles.


Quando voltam seu relatório inicial até é bem interessante: "Nós fomos até a terra onde você nos enviou. De fato, ela é boa e rica, como se pode ver por estas frutas" (Nm 13:27). Até aqui era bem animador o relatório. Uma terra boa para plantar. Trouxeram os bons frutos como prova daquilo que viram. "Mas...", assim começa o versículo seguinte. Eles incluem um “mas”, uma simples conjunção coordenativa adversativa, e o relatório muda completamente. Falam de homens fortes, de muralhas e de gigantes. Pronto, foi o suficiente para amedrontar aquele povo.


Uma voz surge no meio do burburinho dos murmuradores. Uma voz de confiança. Ainda assim o povo reclama. querem mudar a liderança. Eles não confiavam neles mesmos, muito menos em Deus. Parece que sofreram um ataque coletivo de amnésia que os faz esquecer o Deus que os livrou de tantos outros males.


Isso causa uma irritação tão grande em Calebe e Josué que eles "rasgaram suas roupas em sinal de tristeza" ( Nm 14:7). Eles ficam revoltados com a atitude do povo. Parece que só eles se lembravam do Deus a quem serviam. Daquele que já os livrara de grandes dificuldades até chegarem ali, "a dois passos do paraíso". A terra prometida estava ali bem pertinho. A fala deles é de motivação: "Não sejam rebeldes contra o Senhor e não tenham medo do povo daquela terra. Nós os venceremos com facilidade. O Senhor está com a gente e derrotou os deuses que os protegiam. Portanto, não tenham medo" (Nm 14:9).


Eram dois contra dez. A quem você escolheria acompanhar? Dois visionários, corajosos, cheios de fé, tementes a Deus, ou aos que foram práticos, medrosos, sem fé e desobedientes? O povo escolheu acreditar na maioria. Não conheciam Nelson Rodrigues que disse:  "Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar."


O resultado foi terrível. Os desobedientes foram mortos ali mesmo, na frente de todo o povo. E como castigo, aquele povo rebelde, que estava próximo à terra prometida, teve que rodar ainda outros quarenta anos, e nenhum daqueles que estavam ali, entraram na terra prometida, exceto Calebe e Josué. Eles não só entraram na terra prometida, que era o que esperavam, mas ficaram marcados na história da humanidade pela coragem, pela fé no Deus que amavam.


Quais são as oportunidades que Deus tem te dado para deixar uma marca na humanidade? Ou mesmo em alguém muito próximo? Você tem aproveitado, mesmo que elas sejam muito difíceis, ou tem fugido com medo das consequências ruins que elas parecem ter? Como você será lembrado num futuro distante? Você será lembrado?


Como Calebe e Josué, seja uma pessoa ousada, corajosa, visionária. Creia que as oportunidades que Deus lhe dá devem ser agarradas com fé naquele que te disse: "Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar" (Js 1:9). Creia que Deus lhe dará todas as condições para conquistar sua "terra prometida". Creia que na hora certa ele te capacitará ou usará a sua capacidade, seus talentos e dons, para a conquista. Não fique vagando pelo deserto em busca de nada. Creia nas promessas de Deus e vá a luta. Ele prometeu que estaria com você sempre. Então, vá. Por você e com ele para a conquista de tudo que ele quer lhe der. Esteja disponível, creia e seja obediente, e o mundo será muito pequeno para você.


Como Josué e Calebe, deixe sua marca na história, ou na vida de alguém.

4 de dez. de 2015

Sem desculpas.

Na tragédia da barragem de Mariana/MG muitas coisas deverão aparecer com o andar da investigações, ou serem escondidas, mas uma coisa é certa: a responsabilidade da empresa e também dos órgãos públicos que autorizam essas empresas. Como sempre acontece numa hora dessas, as informações afirmam que elas são fiscalizadas periodicamente. Mas quem acredita nas fiscalizações do Brasil, deve acreditar em Papai Noel também.

Uma moradora ao ser entrevistada disse que receberam um alerta, mas não acreditaram. Agora choravam a perda de algumas vidas, e muitos bens materiais. Porque não acreditaram? Porque pagaram, e caro, para ver? Creio que a credibilidade da palavra do homem não é mais a mesma. Uma mostra bem clara disso é que não podemos acreditar em tudo que ouvimos dos nossos políticos.

Mas a falta de credibilidade já contaminou todas as áreas. Alguns lideres religiosos que deveriam ser os exemplos, infelizmente, são, algumas vezes, piores. Por culpa destes a pregação do evangelho, das boas novas de salvação, tem tido prejuízo sensível. Eles envergonham o evangelho de Deus, e atrapalham a evangelização dos povos.

Mas não podemos pensar que por isso não devemos cumprir essa ordem de Deus. Spurgeon disse que "somos constrangidos a pregar o evangelho, mesmo que nenhuma alma jamais seja convertida por ele; pois o grande propósito do evangelho é a gloria de Deus, visto que Deus é glorificado mesmo naqueles que rejeitam o evangelho".

O evangelho deve ser anunciado "a tempo e fora de tempo" (2Tm 4:2). Ainda que muitos não queiram ouvir, ele deve ser anunciado. A grande diferença é feita por quem é o anunciador. Deus diz a Ezequiel: "tu lhes dirás as minhas palavras", e avisa que o povo era rebelde, mas, ouvissem ou não, uma coisa eles saberiam: "que esteve no meio deles um profeta" (Ez 2:5,7). Haveria credibilidade nas palavras do profeta.

A ordem deixada por Cristo é: "fazei discípulos de todas as nações" (Mt 28:19) e ensina como: "ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado" (Mt 28:20). Talvez o que falte sejam pessoas que pratiquem o que Cristo mandou e, por isso, não podem ensinar. Ezequiel deixa muito claro as consequências da obediência ou desobediência desta ordem. Se não obedecermos, o sangue dos que morrerem e não ouvirem de Cristo, que são do nosso relacionamento, será cobrado de nós (Ez 3:18,20). A responsabilidade é grande.

Não temos nenhuma garantia de que aqueles que ouvirem obedecerão, mas ainda assim devemos testemunhar. Para os que não derem credito à nossa pregação, Deus diz: "se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrerá na sua iniquidade". Mas, para aqueles que testemunharem, apesar da descrença, a palavra é essa: "mas tu salvaste a tua alma" (Ez 3:19)

Para o povo envolvido na tragédia da barragem, que ouviu o anuncio para fugir, e fugiu, fica o alivio de contar perdas materiais apenas. Para os que foram avisados e não acreditaram, o prejuízo é muito maior. Estou partindo do pressuposto que ouve um aviso, como foi dito por uma moradora da região e um funcionário da empresa ao serem entrevistados.

Muitos estão ouvindo o evangelho ser pregado e não estão dando nenhum valor a ele. Acham tudo uma grande fantasia, consequência de fanatismo, falta de inteligência, ou seja o que for. Talvez até mesmo por falta de credibilidade dos que estão pregando. Mas, um dia a grande catástrofe da vida chegará. E quando estivermos diante do Grande Juiz, nenhuma desculpa irá facilitar nossa vida.

"Senhor, bem que nos avisaram, mas não acreditamos", não será uma boa desculpa. Mateus registra a resposta de Deus aos que não deram credito a pregação das boas novas: "Apartai-vos de mim malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos" (Mt 25:41). Mas aos que ouviram o seu chamado ele dirá: "Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mt 25:34).

Em qual dos grupos você estará? No grupo daqueles que estarão salvos, pois ouviram e creram nas boas novas de salvação, ou no grupo daqueles que serão derrotados pela lama? Se você está vivo, que bom, ainda da para fazer a escolha.

7 de nov. de 2015

Eternamente hoje.

No dia das crianças, vi duas matérias na TV dedicadas a garotada. Numa delas o repórter deveria perguntar as crianças se elas se preocupavam com o futuro. Dos vários entrevistados apenas um disse que, por causa da alta do dólar e da inflação, estava preocupado. Todos os outros disseram que só pensavam no presente. Nenhuma delas queria saber do que pode ou não vir.

Estas crianças estão muito certas. A nossa ansiedade por esta coisa chamada futuro nos faz viver dias de muitas loucuras. Vivemos preocupados com  amanhã que nos assusta, que nos aterroriza pelo medo de como será. Eu penso que o futuro é apenas uma ilusão criada, com boas intenções, que no fim nos maltrata muito. O futuro não existe. Apenas o hoje existe.

Sei que muitos vão querer me excomungar, por que afinal de contas, vão dizer, foi Deus quem inventou o futuro. Na criação Deus separou a luz das trevas, e o texto diz que "Deus chamou à luz dia e às trevas, noite" (Gn 1:5). Mas quem disse que isso deveria durar 24 horas e significar que era um dia? Se formos pensar assim, teríamos que mudar a manhã e a tarde, pois na sequencia o texto diz que "Houve tarde e manhã" (Gn 1:5,8,13,19,23,31), então, vivemos a sequencia errada. A certa seria noite, tarde e manhã.

"Os babilônios, povo que viveu entre 1950 a.C. e 539 a. C., na Mesopotâmia foram os primeiros a marcar a passagem do tempo" informa o site "mundoestranho.abril.com.br". O mesmo site diz que "O relógio mecânico só surgiu no século 14 e atrasava 15 minutos por dia - um dia a cada três meses!" Depois alguns ajustes chegamos ao sistema que hoje vivemos. Mas Deus não segue este nosso tempo. Ele é atemporal. Pedro nos ensina isso quando avisa para não nos esquecermos de uma coisa: "para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia" (II Pe 3:8).

Vivemos no hoje eterno. Para alguns o hoje dura muitos sóis e muitas luas, para outros, nem tanto. Amanhã é apenas uma utopia criada para nos mover em função de alguma coisa. Mas ele nunca chega. Ninguém nasceu amanhã. Ninguém casou amanhã. Ninguém morreu amanhã. Mas você pode argumentar que amanha você irá se casar, seu filho irá nascer. Esta é apenas uma pretensão vangloriosa, segundo Tiago: "Ouçam agora vocês que dizem: 'hoje ou amanha, iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro'. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanha! O que é a sua vida?" (Tg 4:13,14).

O amanha que você tanto espera, pode não chegar. E, se chegar, deixará de se chamar amanhã, será chamado de "hoje". Então, o amanha não existe. Ele é apenas uma unidade de tempo inventada para fazer você sonhar, ou se desesperar.

O dicionarioinformal.com.br trás o texto de François Camargo que diz: "Não se deixe enganar pelo tempo. Ele é ardiloso, te conduz sem que percebas. Num momento um sorriso infantil. Noutro as rugas da preocupação." Aí volto para as crianças entrevistadas que não queriam saber do futuro, só lhe importavam viver o hoje. Elas estão certíssimas. Hoje é o tempo de fazer. Hoje é o tempo a ser aproveitado. Uma mulher vitima de câncer, disse numa reportagem que "O importante é acrescentar vida aos nossos dias, e não dias à nossa vida". Ela está vivendo a fase das crianças.

Quando os discípulos questionaram Jesus sobre quem seria o maior no reino dos céus, Cristo chama uma criança e faz uma advertência: "Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como uma criança, jamais entrarão no Reino dos céus" (Mt 18:2). Porque crescemos e ficamos assim, tão esquisitos? O que fizemos de nós?

Aí volto para a outra reportagem. Duas crianças deveriam entrevistar outras que praticavam esportes. Encontram um pequeno que lutava judô e perguntam se ele gostava, a resposta é afirmativa. Então a segundo pergunta: "O que você gosta mais de fazer na sua vida?" Apenas preocupado em viver seu hoje, aquele garoto responde de imediato: "Gosto das ferias". A honestidade, a simplicidade, a despreocupação com "o que vão pensar de mim", faz das crianças o mais belo exemplo para quem quer "entrar no Reino dos céus".

Outro menino, um pouco mais velho, filho de uma amiga, perguntou à mãe se jogador de futebol ganhava muito dinheiro. A mãe respondeu que sim. O garoto insistiu e quis saber se mesmo os que ficavam na reserva ganhavam muito. A resposta da mãe foi afirmativa. Então ele pensou e disse: "Mãe quero ser jogador de futebol. Mas quero ser da reserva." Mal saiu da infância seu pensamento já era de "se dar bem". Ganhar muito, mas jogar pouco.

Por que somos assim? Por que mudamos tanto? Talvez seja a imensa preocupação com o nosso amanhã, que nunca chegará na verdade, pois apenas o hoje é uma realidade. O passado não passa de meras lembranças, que podem desaparecer à medida que os "hoje" se multiplicam.

No grande sermão Jesus afirma que a vida vale muito mais do que comida, bebida e vestimenta, as preocupações do dia a dia, e diz que o Pai sabe de todas as nossas necessidades e ensina: "Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas" (Mt 6:33). E ao final ele diz: "Basta a cada dia o seu mal" (Mt 6:34).

O autor da carta aos hebreus ensina: "exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje" (Hb 3:13). Portanto, viva o seu hoje como ele deve ser vivido. Intensamente, mas na perspectiva divina. Do jeito que Deus quer. O ontem é só uma simples lembrança que pode lhe dar algumas boas dicas. O amanha? Esquece. Pense nele apenas para não perder as esperanças. Mas viva o seu hoje intensamente, e eternamente.

3 de out. de 2015

Água Verdadeira.


Vi numa reportagem hoje, sobre o rio Tietê, como conseguimos acabar com uma criação divina. O Rio nasce em Salesópolis, na Serra do Mar, a 1120 metros de altitude, e desce cruzando todo o Estado de São Paulo. É um rio de extrema importância para milhões de pessoas, que são beneficiadas por suas águas.

Até 1960, aproximadamente, ainda era um rio limpo e tinha peixes no trecho que corta a capital. Em anos anteriores a este, haviam varias disputas de esportes náuticos no rio, e alguns clubes de regata e natação foram criados às suas margens. Mas, a partir de 1960, com o aumento da população desordenada e o crescimento industrial, iniciou-se o processo de degradação do rio. A falta de vontade política e de consciência ambiental da população foi acabando cada vez mais com a qualidade das águas do rio.

Hoje, com o projeto Tietê Vivo, muita coisa já mudou e a poluição tem diminuído, mas ainda tem muita coisa para ser mudado. Muito ainda terá que ser feito, e muito dinheiro ainda será gasto para tornar o rio em "águas verdadeiras”, que é o significado que vem da junção de “ti” (água) e “eté” (verdadeira) do tupi. Assim como faz com a natureza, o homem faz com ele mesmo. 

Quando nascemos parecemos uns anjinhos, de tão inocentes que somos, mas aos poucos vamos nos poluindo com tantas coisas horríveis, que alguns quase podem ser comparados com animais irracionais, quando já adultos. É incrível a capacidade que temos de destruir tudo que Deus criou com tanto carinho e perfeição. O salmista há muito tempo atrás escreveu que "os tolos", por não crerem na existência de Deus "corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem. Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há um sequer" (Sl 14:1-3).

Na carta aos romanos Paulo fala da depravação do ser humano e diz que "tais homens são, por isso, indesculpáveis" (Rm 1:20), pois "dizendo-se sábios, trocaram a gloria do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e repteis" (Rm 1:22,23). Os homens optaram adorar à imagem deles mesmos, e se rebaixaram tanto que adoraram imagens dos animais irracionais, menores que eles na obra da criação.

Ainda hoje isso é uma realidade. Desde pequenos vamos sendo bombardeados por palavras, gestos, ensinamentos totalmente estranhos a Palavra de Deus. A poluição da nossa alma vai aos poucos se agravando, e se não houver uma intervenção no meio do caminho, chegaremos ao final tão imundos quanto um rio extremamente poluído.

O site www.fiquemsabendo.com.br, publicou a seguinte reportagem em julho de 2015: "Gasto anual para despoluir o rio Tietê bate recorde e chega a R$ 495 mi". Esta é a terceira etapa do projeto, e ainda falta muito para tornar que as águas do rio voltem a ser águas verdadeiras.

A solução para o homem é bem menos complicada. João nos garante que "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3:16). O próprio Jesus Cristo afirmou: "e o que vem a mim, de modo nenhuma lançarei fora" (Jo 6:37). Isaías registra a promessa de Deus que diz: "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como a púrpura, como a lã se tornarão" (Is 1:18).

Para despoluir o Tietê ainda serão investidos muito milhões de reais, mas despoluir o coração do homem, segundo Pedro, "não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro" ... "mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem macula, o sangue de Cristo" (1Pe 1:18,19).

No seu encontro com a mulher samaritana Jesus diz que lhe daria a água viva, muito melhor que a água que ela tiraria do poço: "quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrario, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4:13,14).

Jesus é a água da vida, a água verdadeira. Beba o quanto quiser. Mate sua sede.

11 de set. de 2015

Perfume nas mãos.


Sempre aprendi que a oração de intercessão faz muito bem para quem a faz, pois é um momento em que você se esquece de você mesmo e foca o outro. É um momento de desprendimento do ego, em prol de outro. Assim é a generosidade. E a generosidade agrada muito a Deus. O generoso sempre é abençoado como nos afirma o sábio Salomão: "Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza" (Pv 11:24).

Generosidade é a virtude que a pessoa tem quando dá algo ao próximo, mesmo que ela tenha, ou não, o suficiente para dividir, e não se limita apenas aos bens materiais.

Jesus foi o maior exemplo de generosidade que conhecemos. Ele foi ao auge da generosidade quando se entregou por nós como afirma Paulo: "Em obediência à vontade do nosso Deus e Pai, Cristo se entregou para ser morto a fim de tirar os nossos pecados e assim nos livrar deste mundo mau" (Gl 1:4). Generoso ao extremo.

Quando Jesus fala sobre o juízo final, conta uma história bem interessante: "Então o rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venha e recebam o Reino que meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam em sua casa. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar'. Então os bons perguntarão: "Senhor, quando foi que o vimos com fome e lhe demos comida ou com sede e lhe demos água? Quando foi que vimos o senhor como estrangeiro e o recebemos na nossa casa ou sem roupa e o vestimos?'. Aí o Rei responderá: "Eu afirmo a vocês que isso é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram" (Mt 25:34 a 40).

A generosidade é uma virtude que está em extinção. Virtude não é apenas uma característica ou aptidão para realizar uma boa ação. Aristóteles disse que a virtude é uma disposição de fazer o bem, e que ela se aperfeiçoa com o hábito.

A virtude é uma inclinação do homem. Um amigo me disse que nunca esqueceu a frase de uma música que as lavadeiras cantavam quando ele era criança no interior de Minas Gerais, que dizia assim: "Fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem dá uma rosa". Esta frase, que é um provérbio chinês, norteou a vida dele com relação a generosidade. Ele sente prazer em poder ajudar a alguém.

De acordo com a história de Cristo, quando fala do juízo final, um dia todos nós estaremos diante do juiz para prestarmos contas a ele. Quando chegar este dia, haverá perfume em suas mãos?

7 de ago. de 2015

Gansos na igreja.

"Caiam os muros, tirem as pedras.
Nossa unidade não é real.
Se a verdade é o que pregamos,
Porque erramos não sendo um?"

Este é o refrão da musica "Muros" da banda cristã Oficina G3, que eu gosto muito. Ouvindo esta música, principalmente esta parte, meu pensamento foi parar nas igrejas. Fico espantado com a rivalidade que vejo entre estas que deveriam pregar a união e a paz. É algo que esquenta minha cabeça. Há uma competição velada, ou mesmo escancarada, que me incomoda.

Durante uma competição internacional no Rio de Janeiro, participei de um grupo que tinha como alvo realizar alguns eventos com o objetivo de reunir pessoas e evangelizar. O líder do grupo convidou o pastor de jovens de uma igreja para participar e trazer seus jovens, e recebeu a seguinte resposta: "Só participo e levo meus jovens se a igreja tal não participar". E olha que eram igrejas de uma mesma denominação.

Pastores que querem ter o seu rebanho maior que o do outro apenas para massagear seu ego, como se igreja cheia fosse sinal de benção total. Ou quem sabe para dizer que ele é o cara, e não Deus. Igrejas cheias, se não for realmente ação de Deus, vira apenas mais um "point" de fim de semana.

Vejo igrejas que se plantam uma ao lado da outra, ou na frente da outra. Existem ruas pequenas que estão abarrotadas de igrejas, e os vizinhos com a paciência esgotada de tanto tumulto que elas criam. Há uma competição assustadora em busca de almas, mas quase sempre pela "alma financeira" das pessoas. Algumas funcionam 24 horas por dia, pois as metas financeiras precisam ser alcançadas. Algumas criam os mais loucos programas para atrair mais e mais pessoas para seus arraiais, não importando com o que pode parecer.

Trabalho como capelão numa empresa e realizamos cultos em suas dependências. Um jovem que participava dos cultos numa determinada base sumiu sem dizer nada. Nem mesmo falava comigo. Me evitava. Soube, mais tarde, que ele relatou ao seu pastor que estava cultuando na empresa, e o pastor, quando soube qual era minha denominação, simplesmente o proibiu. Por que? É uma resposta que não tive, nem consegui pensar em alguma.

Numa viagem missionária na cidade de Cerejeiras, em Rondônia, uma senhora que foi abordada por mim e por outra pessoa que estava comigo, quando soube quem éramos e o que fazíamos nos escorraçou do seu portão, pois segundo ela, éramos do Diabo. Só a igreja dela não era. As outras todas eram, segundo ela.

É assim que vivemos como igrejas, cada uma no seu quadrado.

Jesus orou assim: "Para que TODOS SEJAM UM, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também ELES SEJAM UM em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que SEJAM UM, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que ELES SEJAM PERFEITOS EM UNIDADE, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim" (Jo 17: 20-23). Os grifos são meus.

Qual será a parte do "para que todos sejam um" que ainda não entendemos. Nos esquecemos que enquanto competimos para descobrir qual a melhor igreja, ou comunidade cristã, ou denominação, chame como você quiser, o mundo só piora. Jesus deixou muito claro que o mundo o conheceria quando fossemos "perfeitos em unidade".

Fruto Sagrado, outra banda cristã, em sua musica "O que na verdade somos" diz que "Se o mundo ainda é mau, o culpado está diante do espelho!" Tiago compara quem não é praticante da Palavra a "um homem que contempla o próprio rosto no espelho; porque ele se contempla, vai embora e logo se esquece de como era" (Tg 1:23,24).

Somos como os gansos da parábola de Kierkegard, citada por Yancey em seu livro "Igreja: por que me importar", que todos os domingos caminhavam com seu andar cambaleante para a igreja. O pastor ganso pregava sobre as possibilidades que eles tinham de voar bem alto, apreciar as paisagens lá de cima, alcançar climas abençoados, se apenas obedecessem as ordens do Senhor. Os irmãos gansos levantavam as asas, gritavam aleluias e faziam todas aquelas coisas que nós fazemos em nossos cultos animados. Ao final do culto os gansos voltavam para suas casas, com seu andar cambaleante.

Somos assim, como os gansos na igreja. Quando será que mudaremos?

4 de jul. de 2015

Simples assim.

Se há uma coisa que fazemos muito bem é complicar a vida. Principalmente nós, os marmanjos, fazemos isso com enorme maestria. Às vezes tornamos as coisas tão complicadas que nós mesmos sofremos com o que fazemos. A vida era para ser simples. Ser simples e bela.

O conto infantil “O rei Bigodeira e sua Banheira”, de Audrey Wood e Don Wood (Editora Ática), reflete bem isso. O rei Bigodeira um dia entrou em sua banheira e não queria mais sair de lá. Seu jovem pajem correu tentando encontrar alguém que tirasse o rei do banho. O cavaleiro, a rainha, o duque e os membros da Corte tentam vários argumentos, mas nada convence o rei a sair da banheira. O pajem finalmente tem uma ideia brilhante: tira o tampão da banheira e a água escorre até não ficar nem uma gota, e o rei finalmente sai do banho. Simples assim.

O profeta Miquéias narra uma situação onde percebemos que a vontade de complicar do povo de Deus não é uma invenção moderna. Irritado com o povo de Israel que esquecera todas as bênçãos recebidas, Deus chama o povo para se explicar por causa das suas maldades, e convoca a natureza para testemunhar: “Escutem a acusação que o Senhor Deus vai fazer contra o seu povo! Levanta-te, ó Deus, e faze a tua acusação; e que as montanhas e os montes ouçam o que dizes. Ó montanhas, ó alicerces firmes da terra, escutem a acusação que o Senhor faz contra Israel. Pois ele tem uma questão para resolver com o seu povo; ele vai acusar o povo de Israel. O Senhor diz: ‘Meu povo, o que foi que eu fiz de errado? Será que exigi demais de vocês? Respondam!” (Mq 6:1 a 3).

Toda a criação era testemunha contra a idolatria praticada pelo povo de Israel que já esgotara a paciência de Deus. E Deus quer saber quais são os argumentos do povo para fazer tudo errado; por complicar a vida daquele jeito. Em momento algum Deus pede algo que não seja possível de se fazer. Sempre são coisas tão simples. Nada complicado.

Depois de lembrar ao povo o que Deus já havia feito por eles o profeta começa então a questionar o que poderia ser feito para agradar a Deus: “O que é que eu levarei quando for adorar ao Senhor? O que oferecerei ao Deus altíssimo? Será que deverei apresentar a Deus bezerros de um ano para serem completamente queimados? Será que o Senhor ficará contente se eu oferecer milhares de carneiros ou milhares e milhares de rios de azeite? Será que deverei oferecer o meu filho mais velho como sacrifício para pagar os meus pecados e as minhas maldades?” (Mq 6:6,7). Bastariam os sacrifícios? Era só isso suficiente para agradar a Deus? Sacrifícios e mais sacrifícios?

Hoje ainda vemos que alguns cristãos vivem nesta luta incansável para agradar ao Senhor. Sacrifícios e mais sacrifícios. Não de animais, como no Velho Testamento, mas de si próprio. Não entenderam bem o que Paulo falou sobre apresentar o próprio corpo para o sacrifício. Creem que é literalmente. Eles se matam para cumprir toda a extensa agenda da igreja a despeito da família e outras coisas. São congressos de todos os tipos, tamanhos e lugares, vigílias, retiros para isso e aquilo, e mais tantas outras atividades que quase não lhes sobra tempo para mais nada. Na “febre” dos Encontros de Casais, conheci algumas pessoas que passavam meses sem aparecer na igreja, pois trabalhavam em todos os encontros de todas as igrejas.

Alguns creem que esse ativismo louco é uma mostra de cristianismo autêntico. Eles se matam para cumprir algumas regras e programações que são criadas por seus líderes, que nem mesmo eles cumprem. Quando o salmista disse que “é melhor passar um dia no teu templo do que mil dias em qualquer outro lugar” (Sl 84:10), não queria dizer que devemos “morar” na igreja para agradar a Deus. É claro que não.

O blogueiro Alex Esteves (alexesteves.blogspot.com.br) diz que “Achamos que ser cristão resume-se a ‘servir a Deus’. Pensamos em todo crente como um ‘obreiro’. Medimos a espiritualidade pela frequência aos ‘trabalhos da igreja’, às atividades, pelo engajamento ‘na obra de Deus’. Ora, tudo isso é importante, mas a vida cristã não se resume a servir, trabalhar, frequentar, atuar. A vida cristã passa antes pelo estar com Jesus, ouvir Jesus, ficar aos pés de Jesus, exercer comunhão com Jesus”.

O profeta Miquéias diz ao povo o que é que agradaria a Deus: “O Senhor já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus” (Mq 6:8). Simples assim. Deus que sempre mostrou gostar de coisas simples não iria exigir de nós nada que fosse complicado demais. Um Deus que usava barro e cuspe para curar, que mandava dar um mergulho num tanque ou alguns mergulhos num rio, não necessita de sacrifícios exagerados.

Pare de inventar e complicar o que Deus fez tão simples. Siga o Senhor com toda intensidade, curta a alegria de tê-lo em sua companhia a todo instante, compartilhe com outros as bênçãos que Ele derrama sobre você e indique este relacionamento, tão gostoso, para aqueles que vivem neste mundo sem saber como é ter Jesus Cristo como senhor e salvador de suas vidas. Simples assim.