Que bom que você veio!!


Que bom que você veio!!
Quero escrever textos que nos ajudem a entender um pouco mais daquilo que Deus tem para nós, para falarmos uma mesma linguagem. Não tenho o objetivo de ser profundo, nem teológico, nem filosófico, nada disso. Quero dizer coisas simples que pululam em minha mente, sempre atento para não contradizer em nada a minha fé, ou o que creio ser a vontade de Deus.
No mês de Agosto/12 há um texto que explica o significado e o porquê do nome Xibolete.

13 de jun de 2015

Sabrina e as garrafas pet do rio Tietê.

Para ela, quem sabe, era só mais um momento de diversão. Para um repórter em um helicóptero, um furo de reportagem. Talvez para muitos, que acharam engraçado, apenas um animal brincalhão. O que importa foi a lição que ela deixou para cada um de nós, seres humanos, racionais, inteligentes, capazes de reconhecer um problema e tentar encontrar uma solução adequada. Sabrina, a cadelinha que foi flagrada pela câmera mergulhando nas poluídas águas do rio Tietê e pegando garrafas que boiavam e levando para fora da água, causou admiração. Segundo a reportagem foram 25 garrafas em 20 minutos.

De onde vieram aquelas garrafas? Quem contribuiu para que elas estivessem ali? Será que foi um animal irracional e agora, por sentir culpada pela irracionalidade do outro, Sabrina fazia esse "trabalho"? Com certeza não. É claro que quem, de alguma maneira, participou da chegada daquelas garrafas ali foi alguém que gosta de culpar os governantes pelas enchentes causadas por rios sujos e entupidos. Foi um ser racional que ainda não está na inteireza da sua racionalidade, por isso toma atitudes como essa, de jogar lixo nas ruas, nos rios ou em qualquer outro lugar que não numa lixeira.

De acordo com o relato bíblico da criação, Deus deu ao homem a tarefa de "cuidar" da terra (Gn 2:15). Isso é o que menos o homem faz. Interesses econômicos, ganância total, fazem com que o homem atropele tudo e todos sem pensar no que isso poderá representar daqui a uns tantos anos. Vivemos uma preocupação mundial com o aquecimento global. Mas sempre achamos que a culpa é do outro. Sempre achamos que as nossas atitudes não terão reflexo algum nessas catástrofes que acontecem pelo mundo afora. O mais assustador é que se o homem não resolver os problemas da natureza, que ele mesmo criou, em algum momento faltará recursos para sua sobrevivência, como já temos visto, por exemplo, com a falta de recursos hídricos no Brasil.

Já culparam o próprio cristianismo pela forma errada da utilização da natureza alegando que os cristãos entenderam errado quando Deus disse para sujeitar, ou subjugar a terra (Gn 1:28) e dominar sobre os animais (Gn 1:26) e, por isso, iniciaram processo de destruição da natureza. Mas pense comigo: Se minha esposa criasse alguma coisa pensando em meu bem estar e me desse de presente, será que eu iria destruir aquele presente? Será que eu não procuraria cuidar dele com todo meu carinho? Claro que eu cuidaria com todo zelo possível, não só pelo beneficio que ele me traria, mas também por causa do amor que sinto por ela. Seria uma forma de valorizar o presente de uma pessoa amada. Da mesma forma se eu aprendo que toda natureza foi criada por Deus pensando em meu bem estar, então, por amar a Deus, e por me amar também eu tenho que cuidar dela.

Francis A. Schaeffer escreveu que "se individualmente e na comunidade cristã, trato com integridade as coisas que Deus tem feito, e as trato com amor porque são dele, as coisas mudam de figura. Se amo Aquele que ama, amo o que Aquele que ama tem feito". E completa com um questionamento: "Se não amo o que Deus tem feito, na área humana e da natureza, amo realmente a Deus?"

Então, se há um cristianismo com uma mensagem de destruição da natureza é um falso cristianismo. Cuidar da natureza é cuidar da criação de Deus. Ecologia é um assunto inteiramente cristão. O homem que ama a Deus e tem um intimo relacionamento com ele não pode pensar e fazer diferente daquilo que ele propõe nas Escrituras. Nós, homens, e a natureza temos algo em comum: somos criação de Deus. Toda a narrativa da criação diz que Deus olhava o que havia feito e achava "bom" (Gn 1:10,12,18,21,25), e após a criação do homem Deus olha "tudo quanto fizera, e eis que era muito bom" (Gn 1:31). Deus viu TUDO que acabara de fazer. O "muito bom" não foi apenas para o homem como queremos entender.

Schaeffer diz ainda que "devemos insistir em que se renuncie a um pouco dos lucros a fim de que a natureza não seja explorada. E o primeiro passo é mostrar o fato de que, como cristãos, tanto no plano individual como comunitário, nós mesmos não violamos a nossa "bela irmã" movidos por qualquer tipo de cobiça. [...] Como cristãos temos de aprender a dizer "chega"! Porque, acima de tudo, a cobiça significa a destruição da natureza e há ocasiões em que é preciso fazer as coisas com calma".

Tomando aquela cadelinha com exemplo, se cada um de nós deixarmos de jogar 25 garrafas pets fora do lixo, ou se recolhermos as que estão fora dele e as colocarmos num recipiente próprio, estaremos contribuindo em muito para amenizar os problemas da natureza. É um pedido bem simples, mas que pode ter um grande efeito. Se foi fácil para aquele pequeno animal, imagine para um animal enorme como eu e você.

Um comentário:

  1. Texto muito bom. Realmente a natureza deve ser cuidada. Na verdade nós dependemos da natureza. O desrespeito a natureza significa que estamos nos desrespeitando.... Os seres humanos deve aprender a viver em harmonia com a natureza....

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