Que bom que você veio!!


Que bom que você veio!!
Quero escrever textos que nos ajudem a entender um pouco mais daquilo que Deus tem para nós, para falarmos uma mesma linguagem. Não tenho o objetivo de ser profundo, nem teológico, nem filosófico, nada disso. Quero dizer coisas simples que pululam em minha mente, sempre atento para não contradizer em nada a minha fé, ou o que creio ser a vontade de Deus.
No mês de Agosto/12 há um texto que explica o significado e o porquê do nome Xibolete.

30 de jun de 2012

Sou Impotente!


Pronto. Falei. É isso mesmo que você acabou de ler. EU SOU IMPOTENTE!

É muito chato constatar isso, mas chega certo ponto que precisamos reconhecer os fatos. Isto torna mais fácil lidar com eles. Para um homem masculino, esta constatação não poderia ser pior. Você sabe de algum homem neste mundo de Deus, que alguma vez chegou numa rodinha de amigos e disse em alto e bom som: Eu sou impotente? Eu nunca vi, nem nunca ouvi dizer que isso tivesse acontecido. O normal é que, em sua prepotente masculinidade machônica, o homem eleve sua potência a uma potência potencialmente multiplicada. Mas eu já não posso mais fazer isso. É melhor aceitar.

Passei esta noite quase sem dormir. Minha esposa ao meu lado, extremamente resfriada, tossia sem parar. Aquela tosse que tem um som assustador, preocupante. Cheia de dor de cabeça, de verdade. Rolava de um lado para o outro sem conseguir pegar no sono, e o máximo que eu podia fazer era pegar um copo com água, um remédio, fazer um carinho, e nada mais. E como um pai, ou mãe, quando seu bebe fica doentinho, que sem saber o que fazer começa a pedir para que as dores do bebe passe para eles, eu estava pedindo a Deus para que tudo aquilo que ela estava sentindo, mais algumas outras coisas que ela descobrira numa série de exames, viesse tudo para mim. Ela não precisava daquilo tudo.

Eu comecei a imaginar que se eu fosse um cientista, especializado na área de saúde, eu iria investir todo o meu tempo em busca de uma forma de conseguir aquilo. Então, dois textos bíblicos que se completam clarearam minha mente com um painel de neon: “Que é o homem, para que tanto o estimes” (Jo 7:17); “são como um sono; de manhã são como a erva que cresce; de manhã cresce e floresce; à tarde corta-se e seca” (Sl 90: 5,6).

Toma seu cabeção. Quem é você para se achar desse jeito? O que, ou quem você pensa que é? Olhe-se no espelho, se é que ainda vai ter tempo para isso.

Tenho que conviver com minha impotência. Não posso fazer nada pela minha esposa além confiar em Deus e deixar tudo isso em suas mãos. Então outro texto me fortalece e me ensina que a minha impotência, ou aceitação dela, é tudo que Deus quer de mim. O apóstolo Paulo entendeu isso quando Deus lhe disse: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (II Co 12:9). Entendendo perfeitamente o aviso de Deus ele diz: “Porque quando estou fraco, então é que sou forte” (II Co 12:10).

Eu também entendi a lição. Aceitando a minha impotência, fico completamente dependente de Deus, e é ai que tudo acontece. É nesse momento que Ele assume o controle de tudo e, haja o que houver, a sua vontade será a melhor para nossas vidas. Não é fácil, eu sei. O nosso desejo de ver tudo resolvido logo é muito grande. Esperar não é uma coisa que gostamos de fazer, mas Deus nos dará a paciência necessária.

21 de jun de 2012

Rio+20


Estamos vivendo mais um evento para debater sobre o cuidado com o nosso planetinha. Isso mesmo, mais um. Desde Rio92 outros incontáveis foram realizados pelo mundo todo. Muito dinheiro e tempo gasto para pouquíssimas soluções. A cada dia vemos mais e mais destruição motivada pela ganância, busca de poder e outras tantas razões nada saudáveis. Vejo muita promessa e pouca realização. Muita propaganda enganosa.

Pelo que tenho acompanhado no noticiário, não estão conseguindo chegar a um consenso.  O texto criado irá para os “todo-poderosos” sem representar um desejo comum e, gostaria de estar errado, vai continuar assim. Mesmo que houvesse unanimidade também não resolveria muito.

Enquanto houver veículos rodando, haverá petróleo sendo queimado, ou vazando pelos oceanos. Enquanto houver necessidade de papel, árvores serão derrubadas. E não me venham dizer que isto é feito com a preocupação do reflorestamento, pois não é bem assim. As sacolinhas plásticas continuam brotando nos supermercados. As garrafas de plástico continuam sendo jogadas nos rios e matas; a reciclagem delas é absurdamente pequena. Nossos computadores que se tornam obsoletos com enorme rapidez jogam matérias nocivas na natureza. Quantas pessoas você conhece que entrega suas máquinas velhas em algum lugar de reciclagem? Existe isso? Você faz isso? As pilhas e baterias estão indo para qual depósito especializado para recolhê-las? Conheço bem poucos pontos que recolhem; acho que dá para contar em uma das mãos. Para onde vão as suas?

Esta lista, com certeza, poderia ter muitos e muitos itens que nos daria uma visão da grande irresponsabilidade do homem de cuidar do mundo onde ele vive. É como se morássemos numa casa e ficássemos muito tempo sem realizar nenhuma reforma, nenhuma faxina, nada. Só aproveitássemos da casa, deixando que alguns vazamentos durassem para sempre; que o lixo acumulasse por todos os cantos. É mais ou menos isso que fazemos com o nosso ambiente. Não temos tido nenhum respeito por ele. Agora ele começa a nos cobrar, e caro, por todos esses anos de desrespeito. Aquecimento global; geleiras se derretendo; ar poluído; risco de faltar água; animais em extinção; mudanças bruscas de clima; enchentes a toda hora e em todos os lugares; frio e calor acima do normal... A nossa casa está nos avisando que alguma coisa está errada e ficamos fazendo grandes eventos que não trazem efeito algum.

Creio que o grande movimento que precisamos fazer é no coração do próprio homem. Sem isso não haverá encontro mundial que resolva esta situação. O princípio destas dores foi lá no Éden quando Deus criou o homem e o colocou no Jardim “para o lavrar e guardar” (Gn 2:15). Até então não havia acontecido o momento em que o homem optou por desobedecer a Deus. Com a queda tudo mudou, e o cuidado do homem com a terra também. Agora não era o lavrar e guardar orientado por Deus, mas, sim, o explorar ao máximo tudo que a terra poderia dar crendo que estes recursos nunca se tornariam escassos. Deu o que deu.

Creio verdadeiramente que a mudança do coração do homem, fruto do seu relacionamento íntimo com Deus, é suficiente para mudar a sua visão a respeito do cuidado com a natureza, mas este é um tema que as nossas igrejas deveriam proclamar com mais intensidade. O cuidado com a natureza é um desejo de Deus, e se a igreja é a responsável por transmitir os desejos de Deus para o mundo, a cúpula dessa conferencia deveria ser formada por líderes cristãos, HONESTOS, não de representantes de governos, mais preocupados com seus próprios umbigos do que com o mundo.

Mas, por que somos politicamente corretos como cristãos, é melhor não nos intrometermos, não é verdade? Infelizmente, ainda veremos outros eventos por ai, mundo afora. E continuaremos esperando por soluções dos nossos representantes. Soluções mágicas. Soluções trágicas.

Mas quem se importa? Até tudo isso acontecer nós não estaremos mais aqui...

15 de jun de 2012

Insatisfação


Se há uma coisa que vem no pacote masculino que eu não gosto é fazer a barba. Como isso me chateia. Deixar de fazer seria impensável. Já me indicaram algumas saídas, mas todas elas me apavoraram mais do que alegraram. Se eu pudesse mudar alguma coisa, escolheria que a barba não crescesse ao invés de cair os cabelos. Eu não precisaria fazer barba, e não ficaria careca.

Às vezes esta insatisfação nos leva a fazer coisas imprevisíveis. Lembro-me de uma cachorrinha que ganhamos há alguns anos que não latia, pois onde ela morava, os vizinhos do condomínio reclamavam e seus donos a proibiam de latir. Insatisfeito com aquela situação, ao chegar em casa comecei a correr atrás dela de quatro pés e imitando um latido (você pode imaginar isso?), até que ela voltou a latir, e não parou mais. Então, fiquei incomodado com os latidos dela.

Quando olho ao meu redor, vejo que não estou só nesta “insatisfação” com o que tenho. Se não fosse assim, não existiriam mulheres arriscando suas vidas por uma turbinada no corpo, não existiriam as fábricas de colorações para cabelos, as academias fechariam suas portas por falta de marombeiros, os tatuadores nem existiriam, os fumantes nasceriam com o nariz virado para cima (tipo chaminé), as calçadas seriam em ziguezague para os bebuns andarem sem dificuldades... Mas não é assim. Estamos sempre insatisfeitos com alguma coisa e se fôssemos Deus... Se fôssemos Deus tudo seria muito diferente. Há sempre alguma coisa que nos deixa com a sensação que poderia ser diferente.

Este sentimento de querer ser igual a Deus é bem antigo. Segundo o relato bíblico o anjo de luz, Lúcifer, estava insatisfeito e imaginava: “Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14:13, 14). Agora, mais conhecido como Diabo, ele nos mostra todas as maravilhas que o mundo oferece para que tenhamos o mesmo desejo dele.

Então vivemos nesta eterna insatisfação, pois nada nos agrada. E acreditamos que se fôssemos iguais a Deus faríamos diferente. Tornaríamos nossos cônjuges melhores, só colocaríamos sol onde houvesse belas praias, não existiriam as celulites, as criancinhas e as mulheres teriam botões de volume (naquelas para abaixarmos um pouco quando chorassem, e nestas para abaixarmos totalmente quando quisessem “discutir a relação”), não haveria fome, pobres, violência e tantas outras coisas que certamente faríamos melhor. Vivemos tentando melhorar o que Deus fez, como se ele não soubesse o que faz.

Devemos aprender com Jesus que “subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus” (Fl 2:6), e nos ensinou que “basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor" (Mt 10:25).

Então, sejamos como o nosso mestre e vivamos com satisfação e alegria a vida que temos. Como ele mesmo nos ensinou, devemos buscar “primeiro o seu reino e a sua justiça” (Mt 6:33), porque todas as outras coisas nos serão acrescentadas. Afinal, como Deus disse ao Apóstolo Paulo, basta-nos “a sua graça” (II Co 12:9). O resto é sempre lucro.

8 de jun de 2012

Ser pai


Ser pai não é uma tarefa muito fácil. Mãe eu não gostaria de ser. É bem mais difícil que ser pai. Imagine ficar nove meses com aquele barrigão pesado (é, alguns homens carregam uma por mais tempo). Só de pensar em todas aquelas dores na hora do parto, já agradeço a Deus por ter sido mãe. Não, não é para mim. Mas ser pai é bem complicado. Principalmente se forem filhas. Eu tenho duas.

Desde o nascimento sempre oramos, eu e Ana, pelo futuro marido delas. Nossa oração sempre pedia para elas um homem de Deus. Um cara honesto, carinhoso e todas aquelas coisas boas que montavam um perfil do melhor marido possível para nossas filhas. Nunca nos esquecíamos de colocar a principal: homem de Deus. Poderia até ser pobre, mas tinha que ser homem de Deus.

Tudo isso é muito saudável, e ao mesmo tempo bem engraçado. Pois se estávamos criando um perfil, eliminávamos a vontade de Deus. Queríamos um homem de Deus, mas que se enquadrasse naquele perfil. Como se Deus não soubesse o que seria melhor para elas. Éramos legais com Deus, não precisava ser rico, não, isso não era importante. Facilitávamos o serviço de Deus eliminando um grande grupo. Deus deve ter se sentido aliviado: “Ufa!!! Menos trabalho”.

Mas, qual a garantia de que um homem de Deus não traria problemas? Afinal, mesmo os homens de Deus possuem algo que os impedem de serem perfeitos. Mesmo os homens de Deus têm desejos próprios. Homens de Deus não significa robôs de Deus. Talvez um dos grandes exemplos disso seja Davi. Samuel diz, sobre ele, que “o Senhor procurou um homem segundo o seu coração” (I Sm 13:14) para liderar o seu povo, e mais tarde a narrativa bíblica nos mostra o rei Davi cometendo erros, que se fosse ele líder em nossas igrejas seria execrado instantaneamente.

E então, qual a garantia que um genro ou uma nora, segundo o coração de Deus, não trará problemas para nossos lindos filhos/filhas? Infelizmente não há. Não existem regras, fórmulas mágicas para que isso aconteça.

Há muito tempo que descobri que eu não sou Deus. É verdade. É triste admitir, mas não sei de todas as coisas, não estou em todos os lugares ao mesmo tempo e não tenho todo o poder. Não tenho o controle de todas as coisas. Seria muito bom se tivesse tudo isso, mas não tenho. Então me resta confiar naquele que tem: Deus. Ele é “meu refúgio e minha fortaleza, meu alto retiro e meu libertador, escudo meu, em quem me refugio” (Sl 144:2). Ele é a minha única esperança. Ele é a minha base forte. Ele é o meu socorro. Ele é tudo para mim. Não dá para viver de outra forma e não ir à loucura.

Assim, quando me vejo diante de situações que não sei o que fazer, eu simplesmente confio em Deus. Foi ele quem prometeu: “Porque eu, o Senhor teu Deus, te seguro pela tua mão direita, e te digo: Não temas; eu te ajudarei” (Is 41:13).

A tarefa de ser pai continua complicada, porém, mais leve. Seja o que for que o genro segundo o coração de Deus fizer lá estaremos, Deus e eu. Minhas filhas estão bem guardadas.

1 de jun de 2012

Dançando conforme a música, de Deus.


A Fifa acaba lançar o tema para a Copa no Brasil: “Juntos num só ritmo”. É um bonito tema e bem significativo. Segundo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, “o slogan é o fio condutor para a Copa do Mundo. Não só para o Brasil, mas para o mundo. É por isso que tem sido importante trabalharmos juntos, Brasil e Fifa, para misturar a cultura mundial e a cultura brasileira e ser capaz de mostrar ao mundo o que é o Brasil, o que é o ritmo do Brasil”.

Em um país com as dimensões do Brasil, com toda sua diversidade de culturas, estilos musicais, características próprias de cada região na forma de falar, religiões, sabores típicos regionais, raças, e outras tantas peculiaridade que temos por aqui, encontrar um único ritmo poderia gerar alguma dificuldade. Qual será o ritmo que este fio condutor da copa nos levará a seguir juntos?

Será o ritmo das águas que rolam Cachoeira abaixo em Brasília, encharcando todos aqueles nossos honestíssimos políticos, que nada fizeram e estão apenas sofrendo perseguições? Acho até que não deveríamos votar neles novamente para não sofrerem outras maldades.

Será o ritmo dos nossos bondosos banqueiros que estão nos fazendo a caridade de baixar seus juros, recusando com isso aos lucros exorbitantes que sempre massacraram a população? Quem irá pagar esta conta? Eu sempre ouvi que o almoço nunca sai de graça. Alguém sempre paga.

Será o ritmo das nossas mídias televisivas que insistem em tornar mais bagunçado ainda a moralidade da nossa juventude, com suas mensagens enganosas ensinando que é muito bom transar a vontade, que não haverá consequência alguma? Que é totalmente careta os pais não deixarem seus filhos/filhas levarem seus namorados/namoradas para a cama do seu próprio quarto. Que o homossexualismo é lindo e só traz felicidades. Que essa história de fidelidade conjugal não existe mais, que o bom é variar mesmo.

Será o ritmo de algumas igrejas que têm deturpado a mensagem pura do evangelho, em prol de bênçãos materiais, sucesso no tamanho da igreja ou na quantidade de frequentadores mesmo que não haja compromisso algum, ou apenas para alimentar a megalomania de seus donos?

Será no ritmo funk proibidão com palavras obscenas que somos obrigados a ouvir dos carros que param ao lado do nosso, ou que passam em nossa rua, com o som altíssimo para alimentar a carência afetiva dos seus donos, que desejam atenção? Alguns desses carros parecem valer menos do que a aparelhagem de som que carregam.

Desejo que o ritmo que nos unirá seja o de Sadraque, Mesaque e Abednego, do livro do profeta Daniel, que foram levados para o palácio do rei da Babilônia, Nabucodonosor, com ordens que fossem tratados com o melhor do daquele lugar. Comeriam e beberiam do mesmo que fosse servido ao rei, mas recusaram por temerem a Deus e não desejarem se contaminar de maneira alguma.

Poderiam ter vivido o sonho de todos nós, morar num palácio, com todas as regalias que isso envolve. Poderiam, como os outros jovens de sua nação que foram levados para o palácio junto com eles, dançar o mesmo ritmo do rei da Babilônia. Mas por amarem a Deus, se recusaram.

Sua coragem para enfrentar o poderoso rei, colocando até mesmo suas vidas em risco, e não mergulhar nas aguas que corriam daquela cachoeira, foi honrada por Deus, que os livrou das perseguições. O testemunho deles fez o rei declarar: “Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, o qual enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele e frustraram a ordem do rei, escolhendo antes entregar os seus corpos, do que servir ou adorar a deus algum, senão o seu Deus” (Dn 3:28).

Que em 2014, quando a copa chegar, nos encontre vivendo juntos num só ritmo, o de Deus.